Esse foi o título da resenha que apresentei no Módulo de Gestão de Mkt deste MBA. A resenha é referente ao filme 7 minutos protagonizado pelo ator global Antonio Fagundes que leva esse título por ser esse o tempo aproximado de um bloco de uma telenovela; tempo esse o máximo que as pessoas, de uma maneira geral, dispensam para se informarem.
Aproveito a oportunidade que o Professor Ney nos deu, de criar um blog como trabalho final de sua disciplina sobre Comunicação Integrada, para agregar essa resenha que fala, também, do perfil do consumidor atual. Longe de pontuar definições a respeito, fica aqui um convite para interagirmos, expormos vários pontos de vista, analisarmos os pontos negativos e positivos da Comunicação Integrada em diversas mídias.
O acontecimento verídico (um expectador tirou os calçados e colocou os pés sobre o palco) em uma das apresentações de MacBeth, fez parte dessa comédia escrita e protagonizada por Antonio Fagundes na qual ele denuncia o comportamento do público e retrata como desde pequenos somos programados para o que se considera "consumidor ideal". Ele denuncia comportamentos inadequados como: celulares tocando durante a peça, tosses que desconcentram os atores, o desconhecimento em regras claras e 'obvias' no teatro (sinal de que a peça irá começar, pontualidade, levantar durante a apresentação, etc.).
De maneira leve e cômica, são colocadas questões como educação e comportamentos adequados em determinados ambientes, a falta de interesse pela cultura versus a pressa em adquirir informação, em como a cultura do povo brasileiro está limitada aos filmes norte-americanos, salvo uma minoria que preza outras formas de cultura. Ou seja, em como a massa é conduzida, através da Ditadura dos 7 minutos, à forma "ideal de pensar", gerando o "perfil ideal" de consumidor.
Fagundes traz que o novo é aquilo que você não conhece. Que o teatro é humano e o resto é virtual. Traz também que o povo brasileiro é uma máquina instantânea de pensamentos e que dividir dúvidas é muito mais proveitoso do que dividir certezas.
É abordado que por mais que se desaprove o seu público, você precisa dele e que é sempre necessário se colocar no lugar do seu público ao elaborar uma estratégia, pois é ele o seu destinatário final e de nada adianta a estratégia ser fantástica e inovadora se não atingir o seu público-alvo. É colocado que toda essa pressa pela informação não deve ser levada ao teatro uma vez que uma peça é uma arte que exige um tempo maior de apreciação.
Essa pressa é uma característica do consumidor atual, e não condenada, pois, com a globalização, a rapidez com que os acontecimentos locais e mundiais são transmitidos e repercutidos exigem essa pressa e essa característica dinâmica de mercado e perfil profissional. Quantidade essa de informação que leva os profissionais de comunicação a repensarem a forma de divulgação de suas marcas, de prospecção de clientes. Até meio século atrás, as mídias tradicionais foram eficazes nessa missão. Hoje, em uma sociedade saturada com essa avalanche de informações que os cerca desde o momento que se acorda, faz com que a diversificação para as mídias alternativas ganhe espaço.[...]
A inconformidade de Antonio Fagundes está em levar essa característica para dentro dos teatros. "A peça fala sobre paixão pelo teatro, sobre liturgia que é assistir por uma representação nem sempre encarada como tal, comenta. "Quero mostrar que o teatro ainda tem uma vitalidade própria, que precisa ser saboreada sem pressa".
Thalita Regina
Relações Públicas
domingo, 16 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário